A trilogia de filmes *Demon Slayer: Infinity Castle* chegou com tudo ao cinema japonês, apresentando épicos confrontos, novos personagens e, claro, muito ”kaomojis” de arretado mundo de demoníacos. No entanto, apesar das cenas de tirar o fôlego, a obra não conseguiu satisfazer o pedido mais forte de muita gente: fechar a narrativa do mangá de forma satisfatória.
Desde o encerramento de *Mugen Train*, a comunidade tem questionado como os eventos corporais de Satoru e seus acampamentos ficariam conclusivos no dinâmico mundo criativo de Koyoharu Gotouge. A trinca de filmes revelada no Disney+ optou, em vez disso, por construir um universo mais expansivo, apresentando novas dimensões do “cavernoso castelo sem fim” e revelando mais nuances sobre Roshi e outros antagonistas.
Entretanto, não há comprovação de que o arco decisivo da obra original será abordado. Especialistas apontam que a narrativa presente na trilogia parece focar nos confrontos do flamejar interno do próprio demon, em vez de trazer um encerramento coerente com o que foi prometido em *Mugen Train*.
Essa falta de ponte direta entre o filme e o conteúdo já concluído do mangá alimenta a voz desses fãs que desejavam não só ver: quem vai ganhar a batalha, quem vai perder a vida, mas, sobretudo, qual o fechamento emocional da trajetória de Tanjiro e seus aliados. Enquanto o grande planeta da obra continua ainda no ar, o que falta ainda é a resposta ao“‘Poesia? Não existe”.
Ao final do expediente, o que ficou claro é que a expectativa de 10 milleones não é indefinida; na hora, a filmagem, que foi celebrada pela qualidade de animação e a intensidade do drama, permanece uma sequência que, por enquanto, não resolve o maior problema de *Demon Slayer* no ponto de encontro do manga.





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