A Amazon MGM Studios revelou que está dobrando o investimento em conteúdo original japonês, com o objetivo de transformar mangás, novelas leves e outras propriedades intelectuais em produções de padrão internacional para o Prime Video.
A iniciativa surge num momento em que o mercado de entretenimento global busca diversificar seu catálogo com histórias asiáticas. Ao apostar em filmes, séries live-action e animações produzidas no Japão, a Amazon pretende competir com grandes estúdios de Hollywood e ampliar a presença da plataforma em territórios onde o consumo de conteúdo japonês é forte.
Buddy Marini, que assumiu a liderança da operação japonesa em março após passagem pela Warner Bros. Japan, explicou que a estratégia prioriza produções originais, embora não tenha divulgado o valor exato do investimento. A Amazon MGM está firmando parcerias com estúdios como a sul-coreana Studio Dragon e empresas japonesas como Credeus, Toho, TV Tokyo e Wowow, buscando criar narrativas que possam ser distribuídas tanto em cinemas quanto em serviços de streaming.
Entre os projetos anunciados estão adaptações de obras já conhecidas e novas criações. A lista inclui:
- The Apothecary Diaries, live-action série, produção da Amazon MGM Studios em parceria com Toho, estreia mundial no Prime Video prevista para 2028; protagoniza Mana Ashida como Maomao, adaptação da série de light novels.
- Chloe and Emma, live-action baseada em mangá, coproduzida com a Wowow, disponível no Prime Video desde junho de 2026.
- Criminal (Hanzaisha), filme dirigido por Daishi Matsunaga, lançado em julho de 2026.
- Marry My Husband, versão japonesa desenvolvida com a Studio Dragon (sem data de lançamento divulgada).
- The Silent Service, adaptação de mangá produzida com a Credeus, já gerou série e longa-metraje, terceira temporada confirmada (sem data de lançamento).
- Like a Dragon: Yakuza, drama policial nipo-americano baseado na franquia de videogames da Sega, desenvolvido com parceiros (sem data de lançamento).
- Blue Lock, filme baseado no mangá homônimo, produzido pela CK Works em parceria com a editora Kodansha (sem data de lançamento).
- One Piece, adaptação live-action da Netflix, showrunner Steven Maeda (exemplo de desafio de adaptação, não produção da Amazon).
A Credeus, empresa japonesa citada no painel da TIFFCOM, destacou a importância de manter participação nos direitos de propriedade intelectual. No caso de "Blue Lock", a produtora criou a CK Works em conjunto com a Kodansha para garantir parte dos lucros futuros da franquia, um modelo que busca aproximar o financiamento de grandes adaptações ao praticado em Hollywood.
O desafio de adaptar obras extensas foi ilustrado pela experiência da Netflix com "One Piece", onde o showrunner Steven Maeda precisou desenvolver três versões diferentes da série para equilibrar orçamento e fidelidade ao material original. Esse exemplo reforça a necessidade de estratégias cuidadosas ao transformar mangás e novelas leves em produções que agradem tanto fãs antigos quanto novos espectadores.
Com o aumento de recursos e a colaboração direta com criadores japoneses, a Amazon MGM pretende consolidar um catálogo robusto no Prime Video, oferecendo títulos que possam competir em escala global e atrair audiências diversificadas nos próximos anos.






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